O interesse das meninas pelo universo da beleza vem ocupando cada vez mais espaço nas lojas de brinquedos. Nos Estados Unidos, os produtos que copiam o visual de cosméticos, como os slimes da Gui Gui, por exemplo, que cresceram 1.510% em vendas no acumulado de junho de 2026 relação ao mesmo período de 2025, segundo a Circana, consultoria global, líder em tecnologia, inteligência artificial e dados. O dado foi apresentado por Ana Weber, diretora comercial da Circana, no Mercado Livre Experience, realizado no final de setembro.
Brincar de maquiagem ou imitar a rotina de cuidados das mulheres da família sempre fez parte da infância de muitas meninas. Com a internet, essa vontade ficou mais visível e passou a se traduzir em consumo, como mostra o fenômeno das “Sephora Girls”, meninas que acompanham influenciadoras de beleza nas redes e querem participar desse universo cada vez mais cedo. As marcas de brinquedos perceberam a demanda e criaram produtos que permitem essa participação de um jeito seguro e adequado à idade. “A beleza sempre esteve nas brincadeiras das meninas, e as redes sociais deram outra escala a essa vontade. Os fabricantes encontraram uma forma de atendê-la com produtos pensados para a idade delas e que os pais aprovam”, afirma Ana Weber.
Os slimes da Gui Gui são um bom exemplo disso. Eles vêm em potes que lembram cremes de skincare, fazem sucesso em vídeos de ASMR e com influenciadores e podem ser montados do jeito que a criança preferir. Já na Mini Glam, a aposta está em miniaturas em tons pastel que funcionam de verdade. Como têm a aprovação dos pais e chamam atenção no ponto de venda, esses produtos ganham destaque no varejo, e muitos deles ainda contam com licenças de personagens. A executiva avalia que o varejo brasileiro deve acompanhar de perto esse movimento, que já ganhou escala nos EUA.




