No período que antecedeu o Dia das Crianças as autoridades de fiscalização aduaneira e de segurança pública intensificaram em quase 90% as operações de combate ao comércio ilegal de brinquedos no País, em comparação ao ano anterior.
As ações priorizaram a retenção de produtos falsificados, contrabandeados ou sem a certificação compulsória do Inmetro, visando proteger a segurança infantil e assegurar a concorrência leal no mercado nacional.
A Operação Play Fake da Receita Federal no Porto do Rio de Janeiro, por exemplo, reteve e evitou circular 135 toneladas de mercadorias irregulares distribuídas em nove contêineres provenientes da China, em valor estimado de R$ 63 milhões.
Já as ações estaduais, a cargo do DEIC e Polícia Civil/SP, foram concentradas nos principais polos comerciais populares da cidade de São Paulo, resultando no recolhimento de mais de 52,5 mil brinquedos irregulares, dando origem a inquéritos por infração aos direitos de propriedade industrial e concorrência desleal.
Sob a ótica financeira, a apreensão em uma única operação aduaneira representa 3,9 % de todo o valor FOB importado formalmente entre janeiro e setembro de 2026, evidenciando o elevado valor agregado e a escala do comércio irregular coibido. Já em termos físicos, as 135 toneladas retidas correspondem a 1,8 kg para cada tonelada regularmente registrada no sistema de comércio exterior brasileiro no período.
“A atuação firme da ABRINQ junto aos órgãos de Estado e autoridades competentes reforça a relevância do monitoramento contínuo das rotas de importação, da manutenção de alíquotas tarifárias adequadas e do combate rigoroso ao subfaturamento e à ausência de conformidade técnica”, ressalta Synésio Costa, presidente da entidade. “Tais medidas são indispensáveis para garantir a isonomia competitiva, a integridade da cadeia fabril e comercial nacional e a proteção do consumidor.”





